quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Escrita

eu, Dani e minha irmã as inseparáveis do segundo grau
Hoje não sei ao certo o que quero escrever, apenas sei que desejo fazê-lo. Escrever tem se tornado um vicio pra mim, uma maneira de colocar pra fora todos os medos e as angustias de não me fazer perder o fio da pena...
É, porque o jornalista vive do que sua pena escreve, e se não escreve bem, não sobrevive, vira um autômato, um zumbi. Já não é fácil dizer aos outros que se tem pouca experiencia aos 33 anos e se não mostrar serviço, não fizer um esforço sobre humano para que acreditem que a gente é capaz, passa fome, literalmente. Nesse mercado competitivo, não se pode ser menos que o melhor, mas como ser o melhor se ninguém te dá uma chance real?
Fui foca em plena campanha eleitoral, vivi no olho do furacão durante três meses e tive adrenalina injetada direto na veia,  agora acabou a eleição... e agora? A campanha que continua não é a que participei, para deputado estadual, e por isso minha parte já passou. Agora me pergunto... o que fazer? Em que falar? Não foi à toa que criei este blog, foi para não ficar sem escrever, pensei que não daria conta de escrever ao menos uma vez por semana, agora vejo que não consigo ficar sem escrever sequer uma vez na semana. Que controversia! Ai, uma coisa que me chateia, é o bendito acordo ortográfico, cairam os acentos, mas ainda não me atualizei a respeito de quais cairam, bem, não todos, sei que os hiatos sumiram, o trema, coitado, foi pro espaço também, juntamente com os acentos das paroxítonas terminadas em ditongo, até aí acho que não estou errando, mas... e o resto?
Preciso com urgencia voltar aos cursinhos e reaprender Gramática. Quando fazia o segundo grau, desculpem-me os mais jovens, eu sou da época em que o Ensino Medio chamava-se assim, eu detestava Gramática, não conseguia entender o porquê de um verbo ser transitivo e outro intransitivo, ou um mesmo verbo em uma situação ser transitivo e em outra ahhh... faça-me o favor, isso era inconcebível para mim, diferenciar indicativo de subjuntivo era, logicamente, o fim da linha...
Hoje, nossa! As complicações que antes existiam parece que sumiram como fumaça, eu ainda cometo erros, claro! Quem não os comete? Porém, aprendi a me deliciar com as conjugações, os pronomes, conectivos, e toda essa parafernalia que usamos para escrever.
Sabem, nunca fui uma aluna excelente em Português ao contrário, era uma aluna mediana, daquela que fazia todas as redações que a professora passava, todos os trabalhos para poder tirar uma nota mediana e ser aprovada no final do ano. 
Mas numa coisa fui agraciada, tive uma professora de Português excelente durante todo o ensino médio, a Nina, maravilhosa! Era Maria do Carmo seu nome, mas ela não gostava, por isso sempre a chamamos Nina, criança em espanhol. Sinto saudades dela! Era mais que uma professora, era uma confidente, uma amigona daquela que nos levava pra sua casa para conversarmos, que chorava junto com a gente quando estávamos tristes, uma companheira, uma mãezona! Creio que ela já não deve mais estar lecionando, pois faltavam apenas 12 anos para que se aposentasse, e já há 16 anos conclui o ensino medio...
Um dia gostaria de voltar a vê-la, sei que não será a mesma coisa, pois envelhecemos, ambas. Não tenho mais os pensamentos de adolescente e sei que temos outras prioridades, mas ainda sim desejava revê-la. Perguntar o que mudou em sua vida, como os anos lhe passaram, contar lhe das tristezas e alegrias que tive, das realizações e de tudo que me aconteceu ao longo desses anos. Talvez um dia seja possível, queira Deus que sim.
Você que me lê, alguém lhe marcou assim? A quem desejaria reencontrar? Reflita, alguém deve ter deixado uma marca em você, alguém de certo foi tatuado em seu coração. Amores não são apenas carnais, são também fraternos.
Hoje, mais linear que esses pensamentos, impossível!! Porém, uma coisa garanto, não sofro mais de abstinencia pela falta da escrita. Bem ou mal estou escrevendo e isso tem me divertido imensamente!

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