sábado, 12 de março de 2011

Oi Tempestade

Sinto-me como na música... Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais...  

Sou uma apaixonada pela vida, pelos rumos que ela tem tomado...

Desejo muito imensamente e intensamente  partilhar esse amor, aprender como é ser amada, cuidada, mas até hoje tenho essa lacuna e ninguém para partilhá-la comigo... Só me resta entender e resignar-me...

Gostaria que as coisas não tivessem tomado esse rumo, se pudesse voltar no tempo, teria feito tudo diferente... 

Se me arrependo do que fiz? Você, leitor, pode perguntar... Respondo sim um pouco e ao mesmo tempo, nem um pouco. Apenas me arrependo de ter acreditado vorazmente em palavras, de ter me embriagado com elas, acreitado em planos feitos irresponsavelmente, mas isso são coisas, imprudências de um coração que deseja amar desesperadamente.

Acreditei libertinamente em cada gesto, cada palavra, cada olhar..., não deveria tê-lo feito, não podia ter baixado a guarda e pensado que estava segura, pois não estava. Estava entregue à propria sorte em uma nau sem leme com um rochedo imenso à frente, apenas esperando que me chocasse a ele.

Essa foi a minha tempestade e do mesmo jeito que apareceu, foi-se, apenas restou a nau despedaçada e eu na prai sozinha procurando um abrigo. É como me sinto, desamparada. Mas sou uma náufraga, sobrevivi e vou sobreviver.

Nunca tive uma tempestade que me envolvesse assim, as outras deixaram apenas destruição, desespero, essa me deixou uma marca eterna, como a tatuagem que nunca terei coragem de fazer, mas que para mim , visivelmente ,estará lá para sempre. 

Só peço não ser esquecida, não ser condenada ao ostracismo da memória, pois isso seria infinitamente mais dolorido. E imensamente cruel. Contra essa solidão, sinto-me impotente e vejo que hoje eu sou Dr Ride... Mas as coisas vão voltanto aos eixos...

Alguém, certa vez, me disse que quando se usava pena para escrever a boca e os dedos do escritor ficavam sujos da tinta da pena... Hoje assisti Shakespeare in love e vi que ele estava errado, apenas os dedos ficam marcados pela tinta das penas, assim como meus dedos estão sujos pela tinta que escorre da minha pena...

Essa tinta apenas fez algumas manchas no papel, mas como Shakespeare fazia, basta jogar um pouquinho de farinha para conter a mancha... Realmente eu estou bem!

Um comentário:

  1. Menina LUCIANA, o bom da tempestade é que depois dela vem a bonança!

    Meu carinho!
    http://pequenocaminho.blogspot.com

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